Camila Nunes Rossato

A Vencedora na Mídia

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17/09/2020 – NAAPA – Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a AprendizagemSe liga na Arte!!
11/08/2020 – NAAPA – Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a AprendizagemEnsinando e Inspirando
24/09/2020 – Site Claudia Professora ensina jovens a usar a performance artística para se expressar
22/07/2020 – Portal Diversa
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Nova Escola BoxCamila trouxe as artes do corpo para dentro da escola

O corpo e a performance na arte

Foto: Nidiacris Ribeiro / Trupe Filmes

Experiências estéticas com linguagem contemporânea ajudam os adolescentes a expressarem temas complexos como depressão juvenil e racismo estrutural

Educadora Nota 10: Camila Nunes Rossato
Arte – 9º Ano / Anos Finais do Ensino Fundamental
Escola: Emef Profa. Marina Melander Coutinho
São Paulo, SP

Projeto: Corpo performático: imagens e palavras
Número de alunos: 80
Duração do trabalho: 9 meses (1 ano letivo)

Resumo: As modalidades da arte contemporânea serviram como meio para os adolescentes expressarem suas ideias e sensibilizar os outros para elas. Superando a autocensura, três turmas de 9º ano se aventuraram em performances artísticas, esquetes, vídeos e sequências fotográficas – todas registradas em mídia digital com celulares. Camila propôs situações autônomas de aprendizagem, formando grupos para investigar a linguagem performática e desafiar o próprio corpo como meio de expressão e pesquisa. Para embasar suas criações, os alunos elegeram temas como depressão, racismo e saúde pública, que eles já estudavam para o seu TCA (Trabalho Colaborativo Autoral, proposta da prefeitura paulista). A professora entendeu as questões de cada grupo e ofereceu referências artísticas conforme suas demandas. Modelo de inclusão e respeito à diversidade, o trabalho de Camila permitiu que cada estudante caminhasse a seu modo para construir experiências estéticas e refletir sobre elas.

Por que o trabalho foi premiado?
“A imaterialidade da arte contemporânea como conteúdo a ser ensinado não é fácil de planejar, desenvolver com sentido e avaliar dentro da rede pública. Mesmo assim, a professora Camila envolveu os adolescentes na realização de performances artísticas, esquetes, vídeos/performances bastante expressivos. Propôs situações autônomas de aprendizagem, permitindo que criassem de acordo com os temas de seus TCAs, como Depressão na Adolescência, Apropriação Cultural e Racismo Estrutural. A qualidade do trabalho transparece na relação que a professora estabeleceu entre as propostas de apreciação, reflexão, contextualização e produção. As apreciações foram muito adequadas, focando de início na obra dos artistas performáticos Marco Paulo Rolla, Eleonora Fabião e Marina Abramovic. Depois, Camila repertoriou os alunos conforme as demandas poéticas de cada grupo, por exemplo, com o videoclipe “Eminência Parda”, de Emicida (racismo), as cartas de Van Gogh para Theo (depressão), e os autorretratos conceituais de Cindy Sherman (saúde pública). Ao longo do projeto, ela propôs momentos de reflexões individuais escritas sobre o processo de criação, além das orais e coletivas que aconteciam quando as produções performáticas eram socializadas.” Valéria Pimentel, coordenadora, formadora de professores e assessora da área de Arte, é selecionadora de Arte dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Prêmio Educador Nota 10