Maria Isabel Gonçalves

A Vencedora na Mídia

07/10/2020 – Nova Escola – Entrevista IGTV Nova Escola
25/09/2020 – Futura – “A ética Ubuntu simboliza perfeitamente o conceito de comunidade que construímos juntos”
26/07/2020 – Site G1 – Professora baiana é uma das vencedoras com projeto inspirado nas memórias da avó
24/07/2020 – UOL Educação – Filosofia no sertão: Professora faz sabedoria de avós mudar vida dejovens
23/07/2020 – Portal Geledés – Professora baiana vence prêmio mais importante da educação brasileira
22/07/2020 – Portal Diversa – Vencedores do Prêmio Educador Nota 10 valorizam equidade e inclusão
20/07/2020 – A Tarde – Professora baiana conquista Prêmio Educador Nota 10 por projeto que valoriza memória das avós
Nova Escola Box – Inspirada pela bisavó, ela propôs um resgate das memórias da região

Resgate de memórias quilombolas

Conhecer a história e a filosofia de vida de seus antepassados conscientizou os jovens sobre seus direitos, sua cultura e sua identidade

Foto: Nidiacris Ribeiro / Trupe Filmes

Educadora Nota 10: Maria Isabel Gonçalves
Filosofia 1º Ao 3º Ano / Ensino Médio
Escola: Colégio Estadual Rui Barbosa
Boninal, BA

Projeto: As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos
Número de alunos: 200
Duração do trabalho: 1 semestre

Resumo: Em uma escola na Chapada Diamantina, onde 80% dos estudantes são negros, até o início de 2019 nenhum trabalho abordava a cultura africana. O delicado resgate da memória afrodescendente promovido por Maria Isabel tem ligação direta com o campo do direito à memória, ao patrimônio, ao pertencimento à terra e à preservação de culturas. Nas aulas, os alunos puderam conhecer os pensamentos de Hannah Arendt (memória como um ato político) e de Bergson (memória como hábito e o instante marcante) e a Filosofia Ubuntu (o que vale é o nós, o coletivo, eu sou o que sou porque você também é). Depois, munidos de boas perguntas, os estudantes coletaram relatos de seus avós – com vídeos, escritas e fotos –, verdadeiros retratos da resistência de seus ancestrais nas comunidades quilombolas. As memórias, segundo a professora, são a expressão de um grito sufocado de toda uma vida de direitos negados. Formar jovens conscientes desses direitos, de sua cultura e identidade foi um resultado primoroso do projeto.

Por que o trabalho foi premiado?
“Maria Isabel tem muita clareza de seu papel de professora na formação de jovens conscientes de seus direitos, de sua cultura e identidade. Entre os trabalhos de Filosofia analisados, seu registro destaca-se em inúmeros sentidos: qualidade da escrita, clareza do objeto de estudo do componente curricular, posicionamento político, acolhimento às dificuldades dos alunos, leitura da realidade vivida pela comunidade, parceria com coordenação. Segundo a professora, ‘a política pública não chega ao povoado, mas a questão da memória a escola pode garantir´. Foi importante ela ter baseado sua ação na realidade de seus alunos e alunas e fundamental a sua consciência da dimensão política do projeto. O resultado foi um excelente exemplo de resgate da cultura local e de construção de identidade. Ao estimular a escrita com significado, também conseguiu com que a turma avançasse nos conhecimentos de Língua Portuguesa. É um trabalho que pode ser replicado em qualquer local, pois a professora e os alunos contaram com recursos simples como celulares e um editor de vídeo.” Mariângela Bueno é formadora de professores, assessora da área de Ciências Humanas e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10